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    Erasmo Carlos faz 80 anos e se revolta com a CPI da Pandemia

    “É um circo. É inacreditável, eu não sei como tem gente tão sem noção. Fico bestificado de ver tanta desinformação", afirma o cantor

     

    Aos 80 anos, tão lúcido que se revolta acompanhando a CPI da Covid
    Aos 80 anos, tão lúcido que se revolta acompanhando a CPI da Covid | Foto: Divulgação

    Entre discussões sobre o impressionante legado de canções populares compostas em seus 80 anos de vida, comemorados neste sábado (5), o cantor Erasmo Carlos também se alegra com a recuperação de um câncer. “Meu segundo câncer”, ele explica.

    O primeiro, na garganta, foi há 20 anos. Agora, fez um exame para investigar cálculo renal e apareceu um tumor no fígado, em estado avançado. “Tive a felicidade de me deparar com uma técnica nova de cirurgia, que não é invasiva. Não corta você e retira o tumor. Você é espetado por uma agulha elétrica e o processo queima o tumor.”

    Aos 80 anos, tão lúcido que se revolta acompanhando a CPI da Covid.

      “É um circo. É inacreditável, eu não sei como tem gente tão sem noção. Fico bestificado de ver tanta desinformação. A cada dia sou surpreendido por mais blablablá, isso me deixa muito triste.” A pandemia afetou bastante os dias do Tremendão.

    “Há um ano e quatro meses eu e minha mulher estamos dentro de casa. A gente não sai, não vai a lugar nenhum. Cumpri bem todas as regras. A gente foi se adaptando, sentindo falta de algumas coisas. Estava com um trabalho novo pronto para gravar, chamado ‘O Futuro Pertence à Jovem Guarda’. É uma frase do Lênin, dela é que foi tirado o nome Jovem Guarda, pelo Carlito Maia.”

    Pronto para entrar em estúdio e já com datas marcadas de shows no Rio e em São Paulo para lançar o disco, Erasmo adiou o projeto. E teve tempo para outras atividades. “Comecei a fazer playlist. Meu novo xodó é isso. Com as músicas que eu mais gosto na minha vida inteira. Tem mais de 700. Passei a ver mais séries de televisão, muita notícia e futebol, quando dá. Fiquei mais caseiro. Desenvolvi comidinhas, umas experimentações gastronômicas.”

    Mas o compositor voltou. Escreveu uma canção com Emicida, para o novo álbum da cantora Alaíde Costa, e está compondo com Supla. “Ele e o João Suplicy fizeram uma música em que eu estou colocando letra. Estou muito contente com esse trabalho, a música é boa pra caramba.”

    Erasmo sente saudade do estúdio e das turnês.

    “Eu adoro compor, mas estou doido para ir ao estúdio. Discutir com os músicos, fazer arranjos, se não gostar fazer de novo. E ali já fico pensando na estrada.” Ao falar sobre turnês, a lembrança imediata nem é estar no palco. “Na estrada é maravilhoso! A convivência com a banda, conhecer outros lugares, outras pessoas. Tem a churrascaria na beira da estrada, queijo coalho, caldo de cana, pastel, essas maravilhas.”

    *Com informações da Folha

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