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    Rebelião


    Sobe para 10 o número de mortes em novo massacre no Compaj

    O Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que fica situado no quilômetro 8 da BR-174, foi alvo de nova rebelião

    O IML faz a remoção dos corpos | Foto: divulgação

    Manaus - O Instituto Médico Legal (IML) confirmou, na tarde deste domingo (26), a morte de pelo menos dez presos dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), situado no quilômetro 8 da BR-174. Uma briga entre facções teria ocorrido dentro de dois pavilhões durante o período de visitas.

    O secretário da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), tenente-coronel Marcus Vinícius de Oliveira Almeida, conversou com o Em Tempo e informou que as equipes de segurança foram acionadas e estão no presídio. 

    "Estamos fazendo um relatório e vamos informar assim que obtivermos mais informações", relatou o secretário.

    Uma fonte informou ao Em Tempo que os mortos são sete do pavilhão 5 e três do pavilhão 3. Nenhum agente penitenciário ficou ferido, mas houve corre-corre dentro do presídio no momento do motim. O Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP) já contornou a situação.

    A Força Nacional fez uma barreira no início do ramal. Familiares buscam por informações e ainda não uma lista com a identificação dos mortos. 

    À reportagem, um policial informou ainda que um dos mortos foi assassinado na frente de um familiar, durante o horário de visita.

    “Essas coisas acontecem porque os presos se revoltam com o tratamento que recebem aí dentro. Na comida do meu filho tinha até um caracol, e esse tipo de coisa desperta a raiva dentro deles”, disse , aos prantos, a mãe de um detento.

    Além dos mortos, há informações sobre presos feridos. A Seap descartou a existência de reféns durante a rebelião. O Serviço de Atendimento Móvel de urgência (Samu) também foi encaminhado para o local.

    Motivação

    Extraoficialmente, a rebelião teria ocorrido por conta de um racha entre os líderes da facção Família do Norte (FDN). José Roberto, o Zé Roberto da Compensa, e João Pinto Carioca, conhecido como "João Branco", teriam quebrado a aliança entre eles. João Branco é apontado como novo chefe de outra facção, o Comando Vermelho (CV). Autoridades policiais ainda não confirmam os rumores e devem se pronunciar em coletiva de imprensa ainda neste domingo.

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